Quando o pai morre, a família começa a viver uma forte decadência financeira, o que acaba culminando em uma necessidade de reaproximação afetiva entre todos os seus membros, afeto esse esquecido com o tempo. Tal necessidade leva mãe, filho, filha, genro e governanta a perambularem pelos corredores da casa remoendo suas angústias, passando humilhações, vexames, privações, fazendo revelações escandalosas e ouvindo insultos uns dos outros.
A morte do patriarca da família faz com que todos sofram uma queda social grave, que por ordem do destino reaproxima a família para a destruição dos membros através de mágoas, rancores e angústias reveladas pouco a pouco no desenrolar do texto. Essa linha de destruição tem como pano de fundo uma terrível necessidade de sobrevivência financeira e emocional revelando situações desconhecidas entre a mãe, filhos e o genro, que caminham quase todos para a trágica história escrita por Strindberg.
Espetáculo ficou em cartaz no Teatro Municipal Gozaguinha em 2011
Cenário
Todo o cenário foi construído com caixotes coletados nas feiras e colocados de maneira que lembre uma sala de estar do principal ambiente da residência da família. Como o frio, e a decadência social e emocional familiar é o principal assunto entre os membros, todos os caixotes foram pintados de prata para que possam arremeter à esse aspecto importante na leitura visual do cenário. Velas acesas durante as cenas são para manter o clima de necessidade de fogo e luz por conta da economia que todos fazem. A queda de todos os objetos cênicos e do lustre com velas, no terceiro ato, está sendo executado para que o publico perceba a destruição que fatores emocionais podem causar diante de tanta pressão por conta de mágoas e rancores omitidos ao longo de anos.
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